Neiva Ester
A pedido da colega Telma, fiz os três trabalhos que estou postando: placa de porta do prezinho, menininha para mural de aniversariantes e placa de porta desejando boas-vindas.


Neiva Ester
Esta menina foi feita para ser colocada como mural dos aniversariantes, sentada num gramado com balões presos ao seu lado com os nomes e data de aniversário dos alunos.Este trabalho foi baseado na arte de Luana Cassola.



Neiva Ester
As aulas não começaram, embora, neste ano, iniciem mais cedo devido a data do Carnaval ser em março, mas a preparação das salas não pode ficar para depois.

Neiva Ester
Estou indo embora. Não há mais lugar para mim. Eu sou o trema.
Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüíferos, nas lingüiças e seus trocadilhos por mais de quatrocentos e cinqüenta anos.
Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente tô fora. Fui expulso pra sempre do dicionário. Ingratos!
Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes!
O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio... A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela. Os dois pontos disseram que eu sou um preguiçoso que trabalho deitado enquanto eles ficam em pé.
Até a cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele C medroso que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra. E também tem aquele obeso do O e o anoréxico do I.
Desesperado, tentei chamar o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico de reticências, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões. Será que se eu deixar um topete moicano posso me passar por aspas?
A verdade é que estou fora de moda. Estão na moda os estrangeiros, o K, o W... É "Kkk" pra cá, "www" pra lá...
Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter, que aliás, deveria se chamar TÜITER.
Chega de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências!
Chega de piadinhas dizendo que estou "tremendo" de medo. Tudo bem, vou - me embora da língua portuguesa. Foi bom enquanto durou. Vou para o alemão, lá eles adoram os
tremas. E um dia todos sentirão saudades. E não vão agüentar.
Nos vemos nos livros antigos. Saio da língua para entrar na história.

Adeus,
Trema.
Neiva Ester


Havia esquecido de postar estas duas fotos referentes ao Natal.
Neiva Ester
CANTATA DE NATAL
12-12-2010
20 horas

(Solicitar que cada criança traga um presente (novo) para doar nesse Natal a uma creche carente da cidade. Estender a solicitação aos pais e convidados que desejarem fazer parte dessa intenção.)
Nascimento de Jesus
Personagens : alunos do 3º ano.

Numa cidadezinha da Galileia, chamada Nazaré, vivia uma jovem humilde e temente a Deus, que estava de casamento contratado com um homem descendente da tribo de Davi, chamado José.
Maria era o nome da jovem que certa vez recebeu a visita do anjo Gabriel, trazendo-lhe a notícia:

(Maria entra no início da narrativa e fica varrendo o local. O anjo entra na palavra recebeu.)

Anjo: Que a paz esteja com você, Maria! Você é muito abençoada, o Senhor está com você!

Maria ficou sem saber o que pensar e admirada, refletia no que o anjo estaria querendo lhe dizer.

Anjo: Não tenha medo, Maria! Deus está contente com você.
Você ficará grávida e dará a luz a um filho e porá nele o nome de Jesus. Ele será um grande homem e será chamado Filho do Deus Altíssimo. Será rei e o seu reino nunca acabará.

Maria: Isso não é possível! Ainda não me casei.

Anjo: O Espírito Santo virá sobre você e o poder do Deus Altíssimo o envolverá com a sua sombra. Por isso o menino será chamado de Santo e Filho de Deus.

Maria: Eu sou uma serva de Deus; que aconteça comigo o que o senhor acabou de me dizer.

O anjo foi embora...
(Maria passa por José, conta e sai.)
E quando Maria contou a José que estava grávida, este que era um homem direito, não quis difamar Maria e por isso resolveu desmanchar o contrato de casamento, sem ninguém saber.
Enquanto José pensava nisso, um anjo do Senhor lhe apareceu num sonho e disse: (José fica pensativo, olhando para um determinado ponto)

Anjo: José, não tenha medo de receber Maria por sua esposa, pois ela está grávida do Espírito Santo.
Ela terá um menino e você porá nele o nome de Jesus. Ele salvará o seu povo dos pecados deles.

Quando José acordou, aceitou o estado de Maria e fez o que o Anjo do Senhor havia mandado. (Sai José.)
Naquele tempo, o imperador Augusto mandou uma ordem para todos os povos do império. Todas as pessoas deviam se registrar, a fim de ser feita a contagem da população. Por isso José foi de Nazaré, na Galileia, para a região da Judéia, a uma cidade chamada Belém e levou consigo Maria, com quem tinha casamento contratado.
(Passa José com Maria, grávida, pelo palco e depois coloca-se a estrebaria.)

Maria estava grávida e aconteceu que, enquanto se achavam em Belém, chegou o tempo de a criança nascer. (Choro de criança.)
(Entra Maria com o bebê, acompanhada de José.)
Então Maria deu a luz ao seu primeiro filho, enrolou o menino em panos e deitou numa manjedoura.

(Entra o anjo Gabriel seguido de vários anjos – 1º ano.)
No mesmo instante, apareceu junto com o anjo, uma multidão de outros anjos celestiais.

Anjos: Glória a Deus nas maiores alturas do Céu! E paz na Terra às pessoas a quem Ele quer bem!
(Anjos ficam para os lados da estrebaria, em meia lua.)

(Da entrada da igreja.)

Pastor: Vamos até Belém para ver o que aconteceu!

Pastor I: Vamos ver aquilo que o Senhor nos contou.

Os pastores foram depressa, encontraram Maria e José cuidando do menino, deitado numa manjedoura.

Voltaram rápido, contando a todos o que viram, conforme os anjos tinham lhes falado.
(Voltam para a entrada da igreja, falando às pessoas: _Jesus nasceu!)

Neste tempo também, alguns homens que estudavam as estrelas vieram do Oriente e chegaram a Jerusalém perguntando onde estava o menino que nasceu para ser o rei dos judeus?
Foram encaminhados a Belém, a menor cidade entre as principais de Judá.

(Magos, entram pela frente, apontando para o céu. Na altura do meio do corredor, apontam para a estrela da estrebaria.)

Quando viram a estrela ficaram muito alegres, entraram na casa e encontraram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele e o adoraram. Depois ofereceram os presentes que trouxeram ao rei: ouro, incenso e mirra. E num sonho Deus avisou que não voltassem para falar com Herodes, por isso voltaram para a sua terra por outro caminho.

(Magos saem pelos fundos, tiram a roupa e entram para cantar.)
(José e Maria, pegam o bebê e vem mais à frente. Tira-se a estrebaria.)

Foi esse o menino prometido, o Messias que precisava nascer e viver como humano, sofrer como um mártir, pelos pecados da humanidade.
(Alunos começam a entrar, colocar os presentes na caixa e depois se colocar no tablado.)

A união do nosso pensamento, das nossas boas intenções uns para com os outros, do nosso reconhecimento pelo Salvador, podem juntar-se a obediência aos princípios do Pai do Céu e servir como presentes ao menino recém-nascido .
“Quando a um desses meus pequeninos fizer, a Mim estais fazendo.”
Quando desejarmos Feliz Natal, não podemos esquecer dos pequenos de Jesus que não podem trocar presentes nessa data.
Entreguemos a gratidão da nossa vida a Jesus, através da alegria que podemos dar aos pequenos filhos de Deus, para agradecer o maior presente da nossa vida, a salvação em Cristo Jesus.

Música: Eu queria tanto...



Aluno do 2º ano: Quando você dá presentes, você reparte alegrias e recebe o bebê Jesus na sua casa e no seu coração.

Música: Dorme em paz

Aluno do 2º ano: O Natal é uma época muito especial, quando as músicas tocam o nosso coração e as luzes coloridas nos fazem sentir a paz, a harmonia e o amor dessa data.

Aluno do 2º ano: Dessa forma, queremos deixar a todos vocês a ansiedade, a emoção, a alegria e a paz do nosso

Todos: Feliz Natal!

Música: Feliz Natal


Encerramento : Agradecimento oficial da igreja e ORAÇÃO.

Neiva Ester
Ari Riboldi*

Ler é sempre uma grande aventura, ao alcance em qualquer momento e lugar. No silêncio da insônia noturna, na viagem de ônibus para o trabalho, no banco da praça, na sombra das árvores, no aconchego do lar, no recanto da biblioteca, à espera num consultório. Ler por puro prazer, para aprender mais, para saber – no sentido original, do latim, “sapere”, sentir o sabor. Sim, ler para sentir o sabor da cultura, conhecer o mundo, viajar pelo tempo e pelo espaço. Ler para dominar o texto – do latim “textum”, tecido. E de texto em texto, apropriar-se do grande mosaico do contexto, ou seja, a realidade, o mundo.

Ler é um verbo com etimologia instigante. No latim vulgar, “legere” significava escolher grãos de um cereal. Atividade do homem da terra, do agricultor. Mais tarde, ainda no latim, passou a ter o atual sentido de fazer a leitura. Afinal, a leitura é sempre uma colheita de letras feita com os olhos. Quem lê torna-se inteligente. Também do latim, “inter”, entre, e “legere”, ler, o inteligente vai além das letras, além do literal. Capta o que está subjacente, nas entrelinhas.

A leitura amplia o vocabulário. Mostra a propriedade e o correto emprego de cada termo. Expande as referências e as formas de comunicação. Ajuda a elaborar o raciocínio de forma lógica. Mostra o emprego da coordenação e da subordinação, a mescla das mesmas, com objetividade, clareza, na soma de ideias, em argumentações contrastantes, em causa e efeito. Enfim, a diversidade de estilos e de formas, na riqueza da linguagem.

A linguagem, o mais poderoso meio de comunicação, possui múltiplas finalidades. Serve como unidade de uma nação, aproxima o ser humano de seus iguais, na família, no trabalho, no meio social. Pode dar ordens, veicular promessas, súplicas, bendizer e maldizer. Ajuda a pensar, a acalentar sonhos. É a multiplicidade de textos com os mais variados fins: jornal, propaganda, dicionários, manuais, didáticos, poesia, crônica, conto, romance. Nos textos, a vida como ela é e a imitação da vida.

Os livros levam ao conhecimento de novas culturas, o que permite entender melhor a realidade, desenvolver uma visão crítica do mundo. Aumenta a capacidade de conviver com o diferente, ser mais tolerante, aceitar a opinião divergente. E, sobremaneira, contribui para aperfeiçoar a fala e a escrita, a linguagem como maior patrimônio individual e profissional. Por isso tudo e muito mais, é bom ler às pampas, às carradas, devorar livros, por prazer, por terapia. Como forma de buscar o conhecimento, ampliar os horizontes, aperfeiçoar-se, libertar-se da ignorância que limita e subjuga. Viva os livros! Emocionam, estimulam a criatividade, apontam caminhos, mudam trajetórias. São verdadeiros amigos de todas as horas.

*Professor e escritor
(ZH 09/11/2010)